Reliable Moon

domingo, 19 de fevereiro de 2012

LUCIDEZ

A reconhecer o tempo de viver,
O tempo de acertar . . .
A espera sem censura, à procura
Do lugar sensato, da posição exata
Em prumo com a natureza ,
Na eterna realeza a se espelhar . . .

Como o círculo formado por algo
Que se atira à água de um lago calmo
E transparente, contar a quantidade
Dos movimentos desse círculo que se forma . . .
Se não atirarmos esse objeto, a água não se moverá
E ficará apenas a espelhar imagens sem movimento !
Lucidez, de observar mais do que f alar . . . calar !

Lucidez . . .

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CARRAMANCHÃO

Singelo, forrado de folhas
E flores da estação,
Alguns troncos de árvores
!Presenteados com orquídeas
De variadas cores e formatos únicos,
Livres . . . soltos . . .
Revelam o cenário natureza ,
Em sua perfeição !

Pelos entremeios, o céu azul
E nuvens, como flocos, delineadas
Com maestria, caminham lado a lado
A mercê do vento cortez , que levemente
Lhes traça a meta, até a transformação
Em água leve ou pesada, reta que rega ,
E molha e ensopa a terra e a alimenta . . .
Forte e cortante em granizos a bordar telhados
Ou em pingos, que tecem tramas em vidraças polidas
Com esmêro na transparência deste verão ardente
Que reflete ao sol que logo brota após a tormenta
Nessa vidraça por onde passa a vida na rotina . . .
Ora terna, ora sofrida . . . ora sonho, ora realidade . . .

E a memória sobrevoa a mente e nessa hora contente
Observar sorrisos, abraços, de tardes cálidas, sólidas
No carramanchão . . .
Da tarde festiva de verão !